Bora falar sobre isso!Eu sou passional em quase tudo!Admito que sou até mesmo radical!Oito ou Oitenta.Ninguem vai falar, acho a Sun mais ou menos, vão falar que me adoram ou me odeiam e o mesmo vale para mim.Amo ou odeio, olho ou ignoro!Nasci assim, personalidade é uma coisa que existe em você e a as coisas que vão acontecendo durante a vida faz com que as coisas se manifestem,principalmente da infancia até a idade adulta.
Vendo a Xuxa falar sobre o medo de contar para alguém, eu passei por algo assim, longe, bem longe de ser o que foi com ela, mas pensando hoje, acho que a minha parte barraqueira nasceu nessa época.
Quando eu tinha uns 8, 9 anos de idade eu ficava com uma empregada o dia todo.Quando eu não queria almoçar, ela dizia que não tinha problemas e que não iria contar para a minha mãe.Assim ela foi me enrolando, parecendo um anjo, mas com o tempo ela foi dizendo que eu fazia um monte de coisas erradas e que um dia ela iria contar para a minha mãe.Daí ela começou a pentear e puxar o meu cabelo, me beliscava do nada e dizia que não era para eu contar nada para a minha mãe porque se não ela ia contar todas as coisas erradas que eu fazia.Realmeente, quando somos crianças, essas coisas tomam uma proporção enorme e este tipo de coação te deixa rendida, faz achar que você fez as piores coisas do mundo.

Um dia, depois que eu cheguei da escola, ela me deu o almoço, colocou um vestido da minha mãe e saiu.Me deixou trancada sozinha a tarde toda.Eu me lembro que eu não conseguia fazer nada, me subiu o sangue, não porque eu estava trancada, mas porque ela estava usando uma roupa da minha mãe e nesse dia eu decidi que ia contar tudo, desde as coisas erradas que eu "achava" que tinha feito até as beliscadas que ela me dava.Quando a mulher voltou, comecei a chorar de ódio e não conseguia parar.Ela gritava, me chacoalhava, corria de um lado para o outro e eu chorava cada vez mais alto, queria que o mundo escutasse a minha raiva.Por uma obra de Deus, minha mãe chegou mais cedo no meio do bafão.Pronto, rodei a minha primeira baiana na vida, aliás coreana, porque o coreano rolou solto.Contei tudo e mais um pouco, juro, juro para vocês que eu vi a minha mãe virar o Hulk, aliás a Pink.MEuuuuuu a minha mãe enlouqueceu, pegou todas as coisas da mulher no quarto e jogou tudo, mas tudo na rua, inclusive ela pelos braços.Terminou que o meu pai chegou e pediu para ela guardar as coisas dela e se arrumar para ir embora.Me pegou no colo e começou a me consolar, mas queria saber porque que eu não parava de gritar.Eu estava segurando a escova de cabelo e gritava que eu queria puxar os cabelos dela e beliscar também, mas a minha mãe não tinha dado tempo para isso e que eu precisava usar uma roupa dela como ela tinha usado o da minha mãe....

O que eu pensei na hora de rodar a baiana:Pior que estava não poderia ficar!Medo?Eu tinha medo do que?Da minha mãe me bater, e aí?Eu fui uma criança peste que a minha mãe me dava tapa na bunda o dia todo, nem por isso eu morri, Xuxa...Bom continuando, essas pessoas que fazem isso, elas são doentes, dementes da própria maldade e conseguem nos fechar no mundo imundo deles.
Minha mãe chorou a noite inteira e me disse uma coisa que eu cresci pensando nisso:
-Nunca, nunca na vida você deixe ninguem fazer algo que você não queira.Grite, fale sem medo de nada.Eu e o seu pai viemos para o Brasil para te dar uma vida melhor e você tem a obrigação de ser feliz!
É, esse final teve um peso muito grande na minha vida, a obrigação de ser feliz, mas escrevendo esse post, eu concluo que o meu lado barraqueira nasceu aí, vou contar para vocês uma hora dessas!Mas eu tive a quem herdar, afinal como já mostrei aqui no blog,
Coreano não quer papo, mexeu é porrada!
Imagens:Anastassia Elias, ela cria um mundo de arte dentro do rolo de papel higiênico, não é demais!